Cecília Meireles, Literatura brasileira, Poemas

Encostei-me a ti

Encostei-me a ti, sabendo que eras somente onda. Sabendo bem que eras nuvem depus a minha vida em ti. Como sabia bem tudo isso, e dei-me ao teu destino frágil, fiquei sem poder chorar, quando caí. (Cecília Meireles)

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amor, Literatura estrangeira, Poemas

COMO TE AMO? – SONETO XLIII

NA TRADUÇÃO DE MANUEL BANDEIRA: Amo-te quanto em largo, alto e profundo Minh’alma alcança quando, transportada, Sente, alongando os olhos deste mundo, Os fins do Ser, a Graça entressonhada. Amo-te em cada dia, hora e segundo: À luz do Sol, na noite sossegada. E é tão pura a paixão de que me inundo Quanto o… Continuar lendo COMO TE AMO? – SONETO XLIII

amor, Cecília Meireles, Literatura, Literatura brasileira, Poemas

De longe te hei-de amar

De longe te hei-de amar - da tranquila distância em que o amor é saudade e o desejo, constância. Do divino lugar onde o bem da existência é ser eternidade e parecer ausência. Quem precisa explicar o momento e a fragrância da Rosa, que persuade sem nenhuma arrogância? E, no fundo do mar, a Estrela,… Continuar lendo De longe te hei-de amar

Clarice Lispector, Crônicas, Escritos, Literatura brasileira

Respeito muito o homem que chora

Há um tipo de choro bom e há outro ruim. O ruim é aquele em que as lágrimas correm sem parar e, no entanto, não dão alívio. Só esgotam e exaurem. Uma amiga perguntou-me, então, se não seria esse choro como o de uma criança com a angústia da fome. Era. Quando se está perto… Continuar lendo Respeito muito o homem que chora

Literatura, Literatura brasileira, Paulo Leminski, Poemas

O que quer dizer

O que quer dizer diz. Não fica fazendo o que, um dia, eu sempre fiz. Não fica só querendo, querendo, coisa que eu nunca quis. O que quer dizer, diz. Só se dizendo num outro o que, um dia, se disse, um dia, vai ser feliz. Paulo Leminski

amor, Beijo, Desabafos, Poemas

Amiga

Deixa-me ser a tua amiga, Amor, A tua amiga só, já que não queres Que pelo teu amor seja a melhor A mais triste de todas as mulheres. Que só, de ti, me venha mágoa e dor O que me importa a mim? O que quiseres É sempre um sonho bom! Seja o que for,… Continuar lendo Amiga

dor, Florbela Espanca, Literatura, Literatura Portuguesa, Poemas

Sem Remédio

Aqueles que me têm muito amor Não sabem o que sinto e o que sou ... Não sabem que passou, um dia, a Dor À minha porta e, nesse dia, entrou. E é desde então que eu sinto este pavor, Este frio que anda em mim, e que gelou O que de bom me deu… Continuar lendo Sem Remédio