Fábia Silvestre, Poemas

Recado a Leminski

Em dias amargos Repletos de Profundidades Seriedades Eternidades Preciso de ti Para recuperar Minha insanidade Minha insana idade Minha idade Minha cidade Onde me vivo e me perco Onde moro Onde me encontro E morro E reencontro Mocidade Moça idade Moça cidade Lugar Na Infinitude Amplitude Da desatitude Meu fundo De mundo Meu fim Onde… Continuar lendo Recado a Leminski

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amor, Literatura estrangeira, Poemas

COMO TE AMO? – SONETO XLIII

NA TRADUÇÃO DE MANUEL BANDEIRA: Amo-te quanto em largo, alto e profundo Minh’alma alcança quando, transportada, Sente, alongando os olhos deste mundo, Os fins do Ser, a Graça entressonhada. Amo-te em cada dia, hora e segundo: À luz do Sol, na noite sossegada. E é tão pura a paixão de que me inundo Quanto o… Continuar lendo COMO TE AMO? – SONETO XLIII

amor, Cecília Meireles, Literatura, Literatura brasileira, Poemas

De longe te hei-de amar

De longe te hei-de amar - da tranquila distância em que o amor é saudade e o desejo, constância. Do divino lugar onde o bem da existência é ser eternidade e parecer ausência. Quem precisa explicar o momento e a fragrância da Rosa, que persuade sem nenhuma arrogância? E, no fundo do mar, a Estrela,… Continuar lendo De longe te hei-de amar

Clarice Lispector, Crônicas, Escritos, Literatura brasileira

Respeito muito o homem que chora

Há um tipo de choro bom e há outro ruim. O ruim é aquele em que as lágrimas correm sem parar e, no entanto, não dão alívio. Só esgotam e exaurem. Uma amiga perguntou-me, então, se não seria esse choro como o de uma criança com a angústia da fome. Era. Quando se está perto… Continuar lendo Respeito muito o homem que chora

Literatura, Literatura brasileira, Paulo Leminski, Poemas

O que quer dizer

O que quer dizer diz. Não fica fazendo o que, um dia, eu sempre fiz. Não fica só querendo, querendo, coisa que eu nunca quis. O que quer dizer, diz. Só se dizendo num outro o que, um dia, se disse, um dia, vai ser feliz. Paulo Leminski

amor, Beijo, Desabafos, Poemas

Amiga

Deixa-me ser a tua amiga, Amor, A tua amiga só, já que não queres Que pelo teu amor seja a melhor A mais triste de todas as mulheres. Que só, de ti, me venha mágoa e dor O que me importa a mim? O que quiseres É sempre um sonho bom! Seja o que for,… Continuar lendo Amiga

dor, Florbela Espanca, Literatura, Literatura Portuguesa, Poemas

Sem Remédio

Aqueles que me têm muito amor Não sabem o que sinto e o que sou ... Não sabem que passou, um dia, a Dor À minha porta e, nesse dia, entrou. E é desde então que eu sinto este pavor, Este frio que anda em mim, e que gelou O que de bom me deu… Continuar lendo Sem Remédio

amor, Pablo Neruda, Poemas

Se Me Esqueceres

Quero que saibas uma coisa. Sabes como é: se olho a lua de cristal, o ramo vermelho do lento outono à minha janela, se toco junto do lume a impalpável cinza ou o enrugado corpo da lenha, tudo me leva para ti, como se tudo o que existe, aromas, luz, metais, fosse pequenos barcos que… Continuar lendo Se Me Esqueceres

Clarice Lispector, Escritos, Literatura, Literatura brasileira, Poemas

Amor com Incompreensão

Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão… Continuar lendo Amor com Incompreensão